Sobre cair, levantar e seguir em frente.



Você já levou um tombo? Eu já. Na verdade, já levei vários tombos. Sempre tive essa estranha mania de me machucar. Só que dessa vez a coisa foi um tiquinho mais feia.
Era um lindo sábado de sol. Sai pra dar uma volta de bicicleta com meu irmão. A lagoa da Pampulha foi o lugar escolhido. Gosto de programas assim. Um bocado de natureza. Um bocado de vento na cara. Um bocado de liberdade.  De alegria. De suor. De movimento. Muito movimento. Afinal de contas, já dizia minha metáfora preferida: para estar em equilíbrio é preciso estar em movimento.  Mas nesse dia alguma coisa me tirou o equilíbrio, e eu cai.

Teve dor, teve sangue e teve susto. Teve desespero e até uma perda rápida da consciência. Entre tantas superfícies lisas, eu escolhi cair exatamente em cima de uma viga de ferro bem afiada e provavelmente enferrujada.  Não foi nada legal. Mas pode ficar tranquilo, você aí que está me lendo e que me gosta.  Tá tudo bem. Acredita que eu não quebrei nadinha? Vaso ruim não quebra fácil! Não! Mas como eu sou vaso dos bons, prefiro me associar ao "osso duro de roer".

Já me disseram uma vez que eu sou a menina das metáforas. Agora não mais menina. Ok. Mulher das metáforas. E esse meu episódio aí de cima foi uma baita metáfora do momento da minha vida, materializada no meu corpinho. É que eu CAI  de verdade, sabe? Achava que tinha encontrado minha trilha, meu caminho certo. Tava segura, confiante, com um objetivo firme, curtindo um ventinho no rosto tão gostoso como eu nunca tinha sentido antes (apesar de todos os respingos de lama). Tipo aquelas descidas fantásticas que fazem a gente acreditar que valeu a pena cada ladeira penosa. Pois é. Só que eu me esborrachei inteira. Caraca, Carolina! Você é boa mesmo na metáfora, hein? Tá se superando!

Meu braço ficou tão dolorido, tão roxo, verde, amarelo, cortado, inchado. Do tombo de bike, quero dizer. Enquanto isso, meu coração olhava meus hematomas e dizia: você não sabe o que é dor! E é verdade. Aquele machucadinho físico era uma grande bobagem perto da outra dor. Tô ficando especialista nessas dores da alma.

As semanas se passaram e o machucado foi cicatrizando. Os hematomas sumindo. A mente acalmando. Ganhei uma bela de uma cicatriz. Aliás, já contei que adoro cicatrizes?  São as nossas melhores (ou piores) histórias marcadas na pele. Como eu amo histórias! Se você tiver um tempinho, vem aqui me contar a sua enquanto tomamos um vinho ou comemos um brigadeiro.  Ok. Volte ao assunto, Carolina. Faça seu último parágrafo.

Durante essas semanas de cicatrização, a vida fez questão de me mostrar o quão boa ciclista eu sou! O quão grande é o meu potencial. Tem sido bom saber disso. Depois de um tombão desses seria normal que eu ficasse insegura, mas fugindo da normalidade, eu tenho me sentido cada vez mais confiante! E isso é o máximo!  Tô entendendo que apesar das derrapadas, tenho que continuar firme! Andar de bicicleta é um dos meus maiores prazeres, e eu jamais abriria mão disso! Talvez eu estivesse somente na trilha errada... Eu não sei... Só Deus sabe...Só me resta continuar pedalando!




Foto tirada pelo meu irmão 5 minutos antes do tombo.


P.s.: O blog vai mudar de agora em diante. Eu mudei. Mudei tanto... Não teria como continuar igual.
Agradeço muito pelo carinho que sempre recebo de vocês, que me leem . Meus amigos, os que conheço, e os que nunca vi o rostinho. Obrigada! Tá tudo bem...

Com amor,

Carol



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