Muito Prazer, Carol Persichini



                Oi, prazer, eu sou Carolina Persichini. Pode me chamar de Carol, e o meu sobrenome se pronuncia persiquini. É italiano, tipo o Gianechini, do Reynaldo. Sou a filha caçula da Beth e do Dudu. Os melhores pais do mundo, diga-se de passagem. Nascida e criada em BH, e como boa mineira, apegadíssima à família e ao pão de queijo. Estudei a vida toda na mesma escola. Fiz balé, natação, vôlei, capoeira, jazz, handball. Já quis ser professora e advogada, entrei na faculdade de psicologia e acabei me formando em jornalismo. Mas  o meu negócio mesmo é o teatro. Lá eu posso ser o que eu quiser, fazer o que eu quiser, sentir o que quiser. Ah, o teatro...vamos então falar sobre isso.
                  Segundo minha irmã eu sempre fui um misto de aparecida com dramática. Quando meus irmãos (uma irmã + um  irmão) ficavam com seus respectivos namorados na sala eu surgia correndo do corredor vestida com asas de borboleta (improvisadas com lenços da mamãe) dando estrelas. Sim, estrelas. Aos 8 anos me apaixonei perdidamente por um menino da escola, e quando ele se mudou de cidade alguns anos depois, eu tive certeza que eu morreria. Se não morresse, estaria fadada à uma vida triste, solitária e amargurada, pois o grande amor da minha vida eu tinha perdido. Viu?  Aparecida e dramática. Talvez um palco resolveria meus "problemas".
                    Na primeira ou segunda série do ensino fundamental fiz minha primeira peça de teatro na escola: "Acorda rubião, tem fantasma no porão", da coleção de livros Casa Amarela. Eu fazia a Liloca gatoca, a empregada da casa que se assustava com os lençóis balançando no varal. Me lembro direitinho da sensação boa que tive fazendo aquilo.  Aos  13 anos fui ao Palácio das Artes assistir a peça "Frisson". No elenco, minha ídola da época, Flávia Monteiro, a Carolina de Chiquititas. Me lembro que ela sentava num trapézio que subia lá no alto e ela cantava e interpretava e emocionava. Estava decidido, eu também queria subir  no trapézio.
                     Meus pais ficaram temerosos em me colocar em um curso de teatro. Chorei, esperneei, implorei. Foi uma batalha e tanto e finalmente aos 16 anos eles me matricularam no curso de teatro para adolescentes da PUC Minas. Foi um ano maravilhoso, de descobertas e superações. Ao final do curso apresentamos nossa montagem no Teatro da Cidade, ali na Rua da Bahia. Família na platéia, papai e mamãe satisfeitos e orgulhosos. Nesse dia meu pai me deu flores e disse pra eu seguir em frente, que achava que eu levava jeito. Um mês depois, de forma inesperada, ele faleceu. Ninguém no mundo nunca vai me tirar o gosto e o sentimento que eu tive e tenho em relação àquela aprovação. Obrigada, pai.
                    Conciliei a faculdade com o curso profissionalizante de teatro da PUC e assim também me formei atriz. Devidamente graduada, resolvi que era hora de fazer o sonho crescer. Aos 22 anos e meio fiz minha mala e me mudei de cidade. Decidi tentar a vida nos famosos palcos cariocas e quem sabe até uma vaguinha nas tão amadas novelas (outra paixão que sempre me fascinou, entrar na casa das pessoas e contar uma história). Rio de Janeiro, o sonho! E foi esse sonho que me proporcionou e me proporciona a experiência mais enriquecedora e incrível da minha vida. Não foi fácil, não é fácil. Quem disse que seria fácil? Pulei de barriga na escola da vida. Doeu. Doeu muito. Valeu. Valeu muito mais. Hoje aos 26 anos  eu vou seguindo, com os pés no chão e cabeça nas alturas.
                   
P.s.: Resolvi criar um blog pra escrever sobre as coisas que gosto, que vejo, que admiro, que penso.  Aqui não vai ter regra. Vai ter de tudo. Não sei se alguém vai ler. Só sei que eu preciso escrever.  Espero que leiam. E que gostem. Beijos e beijos. Fiquem com Deus. Carol






12 comentários:

  1. É, eu tb sou dramática desde cedo!
    Sucesso no blog!

    :)

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  2. Ah eu sempre vou falar PersiCHIni hahaha
    boa sorte, Carol :)


    Bia

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    1. Obrigada Bia!
      Ass: Carolina PersiQUIni hahaha

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  3. Ja estou adorando Carol!! Sucesso sempre!! Vc sabe o qto torço por vc!!!!=) Bjos, beijinhos, beijões!!!rs

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    1. Obrigada, Tati!!! Quero um post com participação sua hein? Beijos!

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  4. Já curti. Me emocionei com a parte do seu pai... Sinto muito MESMO! Sucesso, linda!

    - MCS. ;*

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    1. Muito obrigada pelo carinho, querida! Um beijo!

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  5. Carol, eu tive um blog há muito tempo... Mas nunca dei o endereço pra ninguém... era uma espécie de "diário". Rs... Parabéns pelo texto inaugural. As pessoas gostam de coisas simples e sinceras! Eu adorei e vou colocar o link nos meu favoritos.
    Ahhhh... e ameeeei vc explicar como se pronuncia seu nome. kkkkkkkkkk
    Lívia Meneses.

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    1. Livinha! Volta com seu blog então! E divulga, uai!hahahaha

      Que bom que gostou!

      Beijos!

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  6. Heey Carol!! adorei sua história menina!! Vc escreve mt bem viu?! Tenho o mesmo sonho q você, mas infelizmente acho q eu não vou poder realizá-lo, vou tentar até pq só tenho 14 aninhos hehe... Boa sorte linda!! adoreeeei vc :D

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  7. Oi Camila!!! Que bom que gostou!
    Você ainda é muito novinha...Faça teatro ai na sua cidade mesmo! É o melhor conselho que posso te dar. E se for seu sonho mesmo, daqui alguns anos você saberá o que fazer!
    Beijos e obrigada pelo carinho!

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