Seja a sua prioridade.



Muita coisa tem acontecido na minha vida ultimamnete. Coisas boas e coisas não tão boas. Mas sempre coisas muito intensas. Do jeitin que eu gosto. E se tem uma pessoa que me ensinou uma coisa das boas nesses últimos tempos, esse alguém foi o coquinho. Coquinho: apelido de pré-adolescencia do meu amado irmão/melhor amigo Rodrigo. Ele diz bem assim pra mim: "Carol, primeiro pensa em VOCÊ, Carol".

Por várias manhãs ele falou isso pra mim na porta do quarto antes de ir trabalhar. E eu fui absorvendo aquilo e tentando colocar em prática. Não é fácil. A gente tem essa mania de pensar nas pessoas e muitas vezes colocá-las em primeiro lugar nas nossas vidas. Não que isso seja errado! Longe de mim pensar isso. Não sou mãe ainda, mas sei bem que uma boa mãe sempre coloca a cria na frente de tudo! Vou tentar explicar melhor.

Seria tipo um egoísmo saudável, sabe? Pensar em você! Cuidar de você! Se amar! Se curtir! Se respeitar! Ser prioridade total! Tenho tentado exercitar isso dia a dia e num é que aos pouquinhos venho conseguindo?

Acabo de voltar de férias. Uma semaninha na Bahia! Pertin do mar! Juntin da família (Faltou coquinho que vai casar e não pode abusar das despesas). E foi tão gostoso. Deu pra descansar e refletir um bocado. Me esbaldei no mar mesmo! Dancei axé na piscina! Comi muita tapioca e bebi drinks de espécies bem variadas! Tirei milhões de fotos messssmo! Porque eu amo mesmo! Curti a sobrinha fofa! Apertei demais e dormi enroscadinha na minha Liloca (Liloca no caso é minha mãezinha. Somos bons de apelido aqui em casa). Dei boas gargalhadas com minha irmã/sócia/piaba! Fiz Stand Up e saltei na tirolesa! Vi um por do sol indecente de tão bonito! Gratidão me define!

Tava precisando disso, sabe? Fazer o que eu gosto! Sem preocupar com o que vão pensar de mim! Me curtir! Me esbaldar! Voltei dessas mini férias com um sentimento de renovação daqueles do tipo "ANO NOVO". E que venha o novo!! Que venha o melhor! E que venha mais "Carol em primeiro lugar", pra que assim outras pessoas possam chegar sem que a vibe positiva seja prejudicada! Rs!

Valeu pelo apoio de sempre, Coquinho!
E você aí que tá me lendo nesse computador? Como andam suas prioridades? Quando sair desse blog, arruma esse cabelo, passa um perfume e vai sorrir por aí! Ou melhor, vai malhar! Vai correr! Depois toma uma água de côco e assiste o por do sol! Vai ser lindo! Pode crer!

Com amor,

Carol




Prólogo





Essa é a história de uma menina que, desde muito novinha, botou na cabeça que queria ser atriz. Ela fazia teatro na escola, teatro pra família, repetia as cenas das novelas e cantarolava em qualquer lugar e a qualquer momento. Ela atormentou durante anos a família e amigos com suas ideias malucas de que, um dia,seria uma grande atriz! Rodaria o Brasil, e porque não o mundo, com suas peças de teatro! Faria novelas e mais novelas! Seria uma vilã odiada! Uma mocinha amada! E levaria muita gente pra comer pipoca a assistindo no cinema. Essa menina cresceu. Estudou. Botou sua mochila nas costas e largou o seu Belo Horizonte pra morar morar pertinho do Cristo Redentor. Deixou a mãe chorando na porta do prédio e lhe garantiu que tudo daria certo!

Hoje aquela menina sonhadora  ta por aí em turnê com sua peça, que é sucesso de bilheteria no Brasil inteiro.  Já fez vilãs e mocinhas na televisão. Ganhou o amor e o ódio do público. Ganhou prêmios e mais prêmios pela sua atuação em uma minissérie. E arrancou gargalhadas que quase fizeram  a senhora da fileira  15B engasgar com sua pipoca no cinema.  Participa de programas, faz capas de revistas e tem até uma linha de esmaltes com o nome dela.  Comprou seu primeiro apartamento aos 26 anos.

História legal, né?  Mas esse não é a MINHA HISTÓRIA! Porque na minha história, nada saiu como planejado. Eu não rodei o Brasil, nem estourei na televisão. No cinema, eu continuo do lado do espectador que come a pipoca.  Não tem programa, nem revista,  nem esmalte. Muito menos apartamento. Aliás, apartamento é de fato a coisa que eu mais tive por lá. Foram  NOVE. Alugados! Divididos!

Uma vez ouvi uma frase que dizia mais ou menos assim: Quando tudo dá errado, acontecem coisas tão maravilhosas que jamais aconteceriam se tudo tivesse dado certo. E aconteceu. Aconteceu o teatro no subúrbio carioca. Aconteceu as companheiras de apartamento. Aconteceu briga. Aconteceu amizade. Aconteceu aprendizado. Muito aprendizado. Aconteceu furada, perrengue e sufoco. Mas também aconteceu praia, alegria, descoberta, realização e ainda de quebra, aconteceu uma linda história de amor.

Essa sim é a minha história! Da qual eu me orgulho tanto! Viu, mãe? Não me saí tão mal assim!
Então fica combinado: 9 apartamentos, nove capítulos.  Cada capítulo uma dose de sonho, amor e aventura! Ainda não chegamos ao final, mas por enquanto é isso que eu tenho pra te contar...




Um projeto, uma loucura, um sonho, uma intensidade.
Quem sabe....
Espero muito que tenham gostado.

Beijos e beijos com amor,

Carol




Sobre as pessoas que sentem demais...



Hoje eu vim falar sobre as pessoas que sentem demais. Eu sou uma delas, só pra constar. Você não deve estar entendendo nada, não é mesmo? Pois bem! Vou te passar a explicação que meu psiquiatra querido me passou.
Tem pessoas que tem um excesso de sentimento. Isso é bom, porque elas são as mais felizes! Mas  quando sofrem, tendem a sofrer um tiquinho além da conta!
Pois bem. Vamos ilustrar:

Vejo uma menina dentro do mar! Pulando, dançando, cantando, jogando água pra cima, olhando para o céu e gritando agradecimentos ao Criador! Talvez ela tenha 5 anos, talvez 15. Talvez essa menina seja uma mulher de quase 30. Vejo uma menina abraçando e beijando como se não houvesse amanhã... Vejo ela dançando no carro! Lá está ela chorando com os fogos de réveillon... Lá está ela fechando as pistas de dança das festas de casamento! Sensível, emotiva, nostálgica! Vejo ela se entregando ao amor e agradecendo incansáveis vezes por ter sido escolhida por ele...tão raro amor!

Aquela menina que vibra tanto com  a felicidade, se despedaça inteira num piscar de olhos...
O dia nublou e o mar ficou cinza...Isso é uma metáfora, claro. Vejo aquela menina chorando porque brigou com a amiga, porque brigou com a mãe, porque brigou...e  brigar sempre  é motivo para o coração sangrar. Vejo aquela menina chorando porque o ano acabou, porque a novela acabou, também  o livro, o seriado, o sonho e aquele amor que a  fez acreditar que era pra sempre.

Ela é assim, cheia de extremos! Carrega nas costas a gratidão por ter as melhores pessoas do mundo ao seu lado e a dor de terem arrancado algumas tão cedo da sua vida. Carrega o peso do excesso, porque copos com água até a metade nunca a satisfizeram. Vejo muitas vezes, que ela fica cansada! Pensa que é fácil equilibrar esse copo transbordando todo santo dia? Ah, menina...  Tente não sentir tanto assim!

Ela costuma  ter uns ataques de sinceridade, não gosta do "e se". Tenta, "retenta" e se arrebenta! Quase nunca se arrepende , mas quando se arrepende, pode crer que é de coração. É  fiel principalmente à ela mesma. Não gosta de se desrespeitar, de se machucar. E quando isso, inevitavelmente, acontece, faz despertar uma dor aguda e chatinha.

Já vi ela perder a fome, perder o sono e perder a aula. Perder trabalho e perder a fé por alguns momentos!  Mas quando tudo volta, te falo que volta com tudo! Ela sabe que Deus não daria uma cruz mais pesada do que ela pode suportar! E se tem excesso de sentimento, é porque tem excesso de coração. Ouvi dizer que outro dia ela marcou a pele... Que é pra você nunca, nessa vida, se esquecer da força que você tem, menina...








Sobre cair, levantar e seguir em frente.



Você já levou um tombo? Eu já. Na verdade, já levei vários tombos. Sempre tive essa estranha mania de me machucar. Só que dessa vez a coisa foi um tiquinho mais feia.
Era um lindo sábado de sol. Sai pra dar uma volta de bicicleta com meu irmão. A lagoa da Pampulha foi o lugar escolhido. Gosto de programas assim. Um bocado de natureza. Um bocado de vento na cara. Um bocado de liberdade.  De alegria. De suor. De movimento. Muito movimento. Afinal de contas, já dizia minha metáfora preferida: para estar em equilíbrio é preciso estar em movimento.  Mas nesse dia alguma coisa me tirou o equilíbrio, e eu cai.

Teve dor, teve sangue e teve susto. Teve desespero e até uma perda rápida da consciência. Entre tantas superfícies lisas, eu escolhi cair exatamente em cima de uma viga de ferro bem afiada e provavelmente enferrujada.  Não foi nada legal. Mas pode ficar tranquilo, você aí que está me lendo e que me gosta.  Tá tudo bem. Acredita que eu não quebrei nadinha? Vaso ruim não quebra fácil! Não! Mas como eu sou vaso dos bons, prefiro me associar ao "osso duro de roer".

Já me disseram uma vez que eu sou a menina das metáforas. Agora não mais menina. Ok. Mulher das metáforas. E esse meu episódio aí de cima foi uma baita metáfora do momento da minha vida, materializada no meu corpinho. É que eu CAI  de verdade, sabe? Achava que tinha encontrado minha trilha, meu caminho certo. Tava segura, confiante, com um objetivo firme, curtindo um ventinho no rosto tão gostoso como eu nunca tinha sentido antes (apesar de todos os respingos de lama). Tipo aquelas descidas fantásticas que fazem a gente acreditar que valeu a pena cada ladeira penosa. Pois é. Só que eu me esborrachei inteira. Caraca, Carolina! Você é boa mesmo na metáfora, hein? Tá se superando!

Meu braço ficou tão dolorido, tão roxo, verde, amarelo, cortado, inchado. Do tombo de bike, quero dizer. Enquanto isso, meu coração olhava meus hematomas e dizia: você não sabe o que é dor! E é verdade. Aquele machucadinho físico era uma grande bobagem perto da outra dor. Tô ficando especialista nessas dores da alma.

As semanas se passaram e o machucado foi cicatrizando. Os hematomas sumindo. A mente acalmando. Ganhei uma bela de uma cicatriz. Aliás, já contei que adoro cicatrizes?  São as nossas melhores (ou piores) histórias marcadas na pele. Como eu amo histórias! Se você tiver um tempinho, vem aqui me contar a sua enquanto tomamos um vinho ou comemos um brigadeiro.  Ok. Volte ao assunto, Carolina. Faça seu último parágrafo.

Durante essas semanas de cicatrização, a vida fez questão de me mostrar o quão boa ciclista eu sou! O quão grande é o meu potencial. Tem sido bom saber disso. Depois de um tombão desses seria normal que eu ficasse insegura, mas fugindo da normalidade, eu tenho me sentido cada vez mais confiante! E isso é o máximo!  Tô entendendo que apesar das derrapadas, tenho que continuar firme! Andar de bicicleta é um dos meus maiores prazeres, e eu jamais abriria mão disso! Talvez eu estivesse somente na trilha errada... Eu não sei... Só Deus sabe...Só me resta continuar pedalando!




Foto tirada pelo meu irmão 5 minutos antes do tombo.


P.s.: O blog vai mudar de agora em diante. Eu mudei. Mudei tanto... Não teria como continuar igual.
Agradeço muito pelo carinho que sempre recebo de vocês, que me leem . Meus amigos, os que conheço, e os que nunca vi o rostinho. Obrigada! Tá tudo bem...

Com amor,

Carol




Especial: "QUERO SER ATRIZ" - Perguntas e respostas!



Olá, gente querida!

Tudo joia?

Depois de muitos meses sem gravar o ESPECIAL "QUERO SER ATRIZ", voltei com um vídeo de perguntas e respostas!

Então, pra meninas que se interessam pelo assunto, é só clicar:





Espero muito que tenham gostado!

Beijos e beijos e nunca desista dos seus sonhos,

Carol